Comprar ou alugar equipamentos: o cálculo real que está mudando essa decisão

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A decisão entre comprar ou alugar equipamentos envolve hoje muito mais do que uma comparação de preço de aquisição. O setor de locação de equipamentos no Brasil tem projeção de crescimento de dois dígitos ao ano, segundo o estudo da KPMG para a ANALOC, e os dados de fabricação mostram que entre 90% e 95% das plataformas aéreas vendidas no país, por exemplo, já vão diretamente para locadoras.

Esse movimento tem explicação financeira concreta. A conta completa de ter um equipamento próprio é bem mais complexa do que a maioria das planilhas mostra, e o cenário atual de capital elevado tornou essa complexidade ainda maior.

Esse artigo abre o cálculo completo do custo total de propriedade (TCO) de um equipamento, mostra os fatores que aceleraram a migração para o setor de locação e traz pontos essenciais para auxiliar a tomada de decisão na sua operação.

O custo real de ter um equipamento próprio

O preço de aquisição na nota fiscal representa, em média, entre 40% e 60% do que um equipamento custa ao longo da vida útil dele. O restante está distribuído em itens que entram aos poucos e raramente são somados antes da compra.

Depreciação

A depreciação contábil dos equipamentos industriais costuma seguir prazos entre 5 e 10 anos. Na prática, a depreciação reflete uma realidade financeira: o equipamento vale menos a cada ano. Quando chega a hora de vender ou trocar, o valor residual quase sempre fica abaixo do esperado, especialmente em modelos que perdem espaço para novas tecnologias.

Manutenção preventiva e corretiva

Equipamento usado precisa de manutenção. A manutenção preventiva, como a troca de óleo, de filtros ou peças desgastadas, deve acontecer em intervalos regulares. Já a manutenção corretiva acontece quando algo quebra, em geral, no pior momento possível. Os dois somados costumam representar entre 10% e 25% do valor de aquisição por ano, dependendo da intensidade de uso.

Peças de reposição

Mangueiras, correias, rolamentos, motores, tudo se desgasta. A empresa que opera com equipamento próprio precisa manter estoque de peças críticas para evitar paradas longas, o que imobiliza ainda mais capital.

Armazenamento

Equipamento parado precisa de lugar. Galpão, pátio coberto, área de estacionamento, o espaço tem custo de aluguel, IPTU, segurança e energia. Em mercados como Salvador e região metropolitana, essa conta varia bastante conforme localização, mas raramente é desprezível.

Seguro

Equipamentos de maior valor exigem seguro contra roubo, incêndio e danos. O prêmio anual costuma ficar entre 1% e 3% do valor de mercado do equipamento.

Custo das pausas entre projetos

Esse é o item que mais escapa das planilhas. O equipamento que fica parado entre uma obra e outra não deixa de gerar gastos. Continua depreciando, ocupando espaço, exigindo manutenção preventiva e gerando seguro, tudo isso sem gerar receita.

Custo de oportunidade do capital

No cenário atual, esse é o item de maior peso. O dinheiro investido em equipamento próprio é dinheiro que deixou de render em outra aplicação. Com a Selic em patamar elevado, esse custo de oportunidade pesa de forma clara. Se a empresa poderia ter aplicado o capital com retorno de 12% ao ano em algo de menor risco, esse rendimento perdido faz parte do custo real do equipamento.

Quando esses itens entram juntos na planilha, o valor total ao longo da vida útil pode passar facilmente o que seria gasto alugando o mesmo equipamento pelo mesmo período.

O que aumentou a pressão sobre a equação de propriedade

A conta acima sempre existiu, mas alguns fatores recentes tornaram ela mais pesada na operação das empresas.

Capital mais caro

A Selic alta encareceu o crédito empresarial e elevou o custo de oportunidade do capital. Capital investido em ativo parado custa mais hoje do que custava em ciclos de juros baixos.

Margens mais apertadas

Inflação de insumos, concorrência mais agressiva e exigências cada vez maiores de cliente. Empresa que opera com margem apertada não tem espaço para capital imobilizado sem retorno.

Aceleração tecnológica

Equipamentos novos chegam ao mercado em ritmo mais rápido do que antes. Modelos mais eficientes, com menor consumo de combustível, tecnologia embarcada. Comprar hoje significa correr o risco de operar um equipamento defasado em pouco tempo.

Exigências regulatórias e ambientais

Novas normas técnicas e ambientais entram em vigor periodicamente. A empresa que atua com equipamento próprio precisa adaptar ou trocar o estoque, enquanto a locadora absorve essa adaptação como parte do negócio dela.

O movimento já aparece nos dados

Os números recentes confirmam o tamanho dessa mudança. Segundo o estudo da KPMG para a ANALOC, entre 90% e 95% das plataformas aéreas vendidas pelas fabricantes no Brasil vão diretamente para locadoras. As empresas usuárias finais ficam com uma fatia bem menor desse mercado.

O setor de locação de equipamentos como um todo:

→ Mantém crescimento de dois dígitos na média dos últimos anos

→ Reúne aproximadamente 50 mil empresas no Brasil

→ Emprega cerca de 200 mil pessoas

→ Está presente em praticamente todas as regiões do país

Esse movimento não é exclusivo de grandes corporações: a migração se espalhou para empresas médias e pequenas, principalmente as que dependem de equipamento de alto valor unitário ou de uso intermitente.

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Comprar ou alugar equipamentos: como avaliar essa decisão na sua operação

A escolha entre comprar ou alugar um equipamento depende de variáveis que merecem análise antes da decisão.

Frequência de uso

Equipamento usado todos os dias úteis do ano, com taxa de utilização acima de 70%, costuma “pagar” a compra em três a seis anos. Equipamento usado em projetos pontuais, com utilização abaixo de 40%, dificilmente justifica o investimento.

Disponibilidade de capital

Mesmo quando a matemática da compra fecha, ela só vale se o capital usado não fizesse falta em outro lugar da operação. Empresa em fase de expansão geralmente tem retorno melhor aplicando capital em vendas, equipe ou marketing do que em ativo imobilizado.

Capacidade de manutenção

A empresa que escolhe operar com equipamento próprio precisa contar com equipe técnica própria e estrutura de manutenção. O negócio sem essa estrutura paga manutenção terceirizada, o que eleva o custo total da operação e reduz a vantagem de ter o equipamento próprio.

Armazenamento disponível

A preservação correta de um equipamento exige a disponibilidade de lugar adequado para armazenamento. Se a empresa precisa alugar uma área extra para armazenar o equipamento, este é um acréscimo que deve ser considerado no cálculo real do possível investimento.

O que muda no perfil das locadoras que atendem essa demanda

Do outro lado dessa equação estão as locadoras. São elas que assumem o custo do ativo, a manutenção, a depreciação e a logística para entregar o equipamento pronto para uso quando o cliente precisa.

A escolha do parceiro de locação importa tanto quanto a decisão de alugar, e esses são alguns dos aspectos que devem ser levados em consideração:

Catálogo amplo: locadora com poucos itens limita a operação do cliente. Catálogo amplo permite atender setores diferentes com a mesma estrutura.

Presença regional ativa: equipamento que demora para chegar gera tempo parado de equipe. Locadora com unidades próximas garante retirada imediata.

Manutenção preventiva ativa: equipamento alugado precisa estar em condição operacional. Locadora séria mantém manutenção em dia e troca o equipamento quando chega ao limite de uso.

Suporte técnico no atendimento: locadora boa orienta sobre o equipamento certo para cada tipo de operação, enquanto a locadora ruim entrega qualquer coisa que tem em estoque.

A Maqserv Express e o atendimento na Bahia

A Maqserv Express opera nesse setor há mais de 13 anos e hoje atua com 5 unidades pela Bahia, em Salvador, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista, Feira de Santana e Barra do Jacuípe. O atendimento alcança empresas da construção civil, manutenção predial, indústria, eventos, operações de limpeza pesada e serviços de reparo domiciliar.

Se você está pesando comprar ou alugar equipamentos para os próximos projetos, vale fazer essa conta com calma antes de imobilizar capital.

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