Por que 6 em cada 10 empresas fecham no Brasil antes dos 5 anos (e o que muda no modelo de franquias)
Os dados mais recentes do IBGE mostram um cenário que todo empreendedor brasileiro precisa conhecer antes de abrir uma empresa. Das companhias empregadoras nascidas em 2017, cerca de 37% continuavam ativas em 2022, o que significa que aproximadamente 6 em cada 10 negócios encerraram as atividades antes de completar cinco anos.
Este artigo mostra como a mortalidade se distribui ao longo desses cinco anos, quais são os quatro motivos que mais derrubam negócios no Brasil, o que muda estatisticamente no modelo de franquia e como avaliar se uma oportunidade desse tipo faz sentido para o seu perfil.
A curva da mortalidade ao longo dos cinco primeiros anos
A queda não acontece de uma vez. Acompanhar como as empresas vão sumindo ano a ano ajuda a entender em qual fase mora o maior risco.
Acompanhando o grupo de empresas nascidas em 2017, a pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo do IBGE mostra uma trajetória de sobrevivência em que:
- No primeiro ano, pouco mais de três em cada quatro empresas continuam ativas
- No segundo ano, esse percentual cai para algo perto de seis em cada dez
- A partir do terceiro ano, a sobrevivência segue em queda gradual até chegar a cerca de 37% no quinto ano
A queda mais forte acontece entre o primeiro e o segundo ano, quando o capital inicial costuma se esgotar e o negócio precisa começar a viver do próprio fluxo de caixa. Quem passa pelo segundo ano enfrenta uma curva mais suave, mas continua perdendo vários pontos percentuais por ano até o quinto.
A taxa de sobrevivência também varia bastante de acordo com o porte da empresa. Negócios com 10 trabalhadores ou mais registram uma taxa de sobrevivência no quinto ano quase duas vezes maior do que a das menores empresas. Quem opera com mais estrutura, geralmente, também tem mais acesso a crédito, gestão profissional e folga financeira para atravessar momentos ruins.
Os quatro motivos que mais derrubam negócios
A pesquisa Sobrevivência das Empresas, do Sebrae, identifica fatores que aparecem com frequência por trás dos fechamentos. Em linguagem prática, eles se organizam em quatro grandes blocos:
Falta de capital de giro
O empreendedor calcula o investimento para abrir, mas costuma subestimar o capital necessário para manter a operação rodando até o ponto de equilíbrio. Muitas empresas fecham por aperto de fluxo de caixa enquanto ainda têm cliente entrando.
Baixo volume de vendas e dificuldade para atrair cliente
Abrir empresa cria capacidade produtiva, mas não cria demanda automaticamente. Quem assume que “produto bom se vende sozinho” descobre rápido que canal de aquisição precisa ser construído, o posicionamento precisa ser definido e marketing custa tempo e dinheiro. O negócio que demora a atingir volume mínimo de vendas consome capital antes do esperado.
Falta de capacidade de gestão e de conhecimento real do setor
Executar bem o serviço e gerir o negócio que vende esse serviço são habilidades diferentes. Precificação, custo unitário, controle de estoque, gestão de equipe, tributação, conformidade: cada uma é uma disciplina com curva de aprendizado própria. Boa parte dos fechamentos vem desse ponto cego.
Planejamento insuficiente antes da abertura
Muitos empreendimentos começam antes da pesquisa de mercado, antes do estudo de viabilidade e da estruturação financeira. A pressa para começar pode vir com um alto custo, porque as decisões tomadas na hora da abertura geram custos fixos que pesam por anos.
O que pesa além desses quatro fatores
A taxa de sobrevivência muda bastante conforme algumas variáveis que costumam passar despercebidas:
- Setor de atuação: levantamentos do Sebrae indicam que o comércio tende a apresentar a maior taxa de mortalidade em cinco anos, com percentuais na casa de 30%, seguido pela indústria de transformação e pelos serviços, ambos na faixa de pouco menos de 30%. Cada setor tem dinâmica própria de margem, escala e ciclo de caixa.
- Tamanho inicial: empresas que começam com estrutura mínima frequentemente não geram receita suficiente para cobrir custos fixos antes do capital inicial acabar.
- Região: em recortes regionais, Sudeste e Sul costumam liderar a sobrevivência, com algo em torno de 38% das empresas ativas no quinto ano, enquanto regiões como o Centro-Oeste aparecem um pouco abaixo, na casa de 35%. Essas diferenças refletem maturidade de mercado e acesso a capital.
- Perfil do empreendedor: uma pesquisa do Sebrae no Rio Grande do Sul mostrou que cerca de dois terços dos empreendedores que sobrevivem tinham experiência anterior ou conhecimento prévio no ramo. Empreender em um setor que você não conhece adiciona uma camada inteira de risco sobre um processo naturalmente desafiador.
Essas variáveis explicam por que dois negócios aparentemente parecidos podem ter destinos completamente diferentes: setor, porte, região e experiência prévia importam tanto quanto a ideia em si.

O que muda estatisticamente no modelo de franquia
Aqui entra um dado que costuma surpreender quem não acompanha o setor. Os números mais recentes da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram um quadro bem diferente da estatística geral.
Em 2025, o franchising brasileiro:
- Faturou R$ 301,7 bilhões, com crescimento nominal de 10,5% em relação a 2024
- Fechou o ano com 3.297 redes em operação e 202.444 unidades franqueadas em funcionamento
- Registrou cerca de 18% de novas operações no ano contra 7,4% de fechamentos, com saldo positivo de 10,6% na base de unidades
- Manteve aproximadamente 1,76 milhão de empregos diretos, com média próxima de 9 empregos por unidade franqueada
O índice de fechamento em torno de 7% ao ano dentro do sistema de franquias contrasta com a estatística geral de mortalidade empresarial, em que aproximadamente 60% das empresas independentes fecham em até cinco anos. Embora não exista, para franquias, uma análise de coorte idêntica à que o IBGE faz com as empresas em geral, as taxas anuais de fechamento observadas no franchising indicam um nível de mortalidade significativamente menor do que o da média dos negócios independentes.
Vários fatores ajudam a explicar essa diferença:
- Método pronto: quem entra numa franquia não precisa montar do zero a precificação, a identidade visual, os scripts de venda, o controle financeiro ou os manuais de operação. Esses elementos chegam estruturados desde o primeiro dia.
- Processos validados pelo mercado: o que está sendo replicado já funciona em outras unidades e falhas comuns já foram corrigidas. O franqueado começa depois da curva de aprendizado que destrói várias empresas independentes.
- Suporte ativo durante a operação: o franqueador acompanha indicadores, oferece consultoria, atualiza processos e treinamentos. Esse suporte ataca diretamente a falta de capacidade de gestão que aparece nas pesquisas do Sebrae.
- Poder de compra coletivo: a rede negocia melhor com fornecedores, reduz custo unitário e melhora margem.
- Marca já estabelecida: ajuda a resolver a dificuldade de atrair clientes. O consumidor tende a confiar mais em um nome que já conhece do que em um CNPJ recém-aberto.
Existe também um movimento de interiorização forte no setor. Cidades médias, com população entre 100 mil e 500 mil habitantes, vêm registrando crescimento das unidades franqueadas em ritmo bem acima da média nacional, com taxas de expansão de dois dígitos, enquanto a média do setor fica em um dígito alto. Mercados de interior costumam ter menor saturação e custo operacional mais baixo, o que favorece o retorno do investimento.
Como avaliar se uma franquia faz sentido para você
Franquia reduz risco, não elimina. A boa avaliação antes de assinar contrato pesa tanto quanto a marca em si.
Leia a Circular de Oferta de Franquia (COF) com calma
A COF é obrigatória por lei (Lei 13.966/2019). Ela traz o histórico da rede, a situação financeira, os processos judiciais, taxas, royalties, território de atuação e obrigações do franqueado. É um documento longo que vale a pena ser lido e analisado com auxílio de um advogado especializado em franchising.
Converse com franqueados ativos da rede
Procure franqueados em diferentes regiões e momentos de operação. Pergunte sobre faturamento real, tempo até o ponto de equilíbrio, qualidade do suporte e relacionamento com a franqueadora ao longo do tempo.
Avalie o setor além da marca
Dentro do próprio franchising, alguns setores rendem mais que outros. Cada segmento tem dinâmica própria de demanda, sazonalidade e ticket médio que precisa casar com seu perfil de investidor e com o capital disponível.
Confira capital de giro suficiente
Analise qual capital de giro a franqueadora recomenda para a primeira fase e compare com o capital que você efetivamente vai dispor. O aperto de caixa pode derrubar o franqueado da mesma forma que derruba o empreendedor independente.

Onde a Maqserv Express se posiciona nessa análise
A Maqserv atua há mais de 13 anos no mercado de locação de equipamentos. Hoje opera com 5 unidades na Bahia, em Salvador, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista, Feira de Santana e Barra do Jacuípe, e está em momento de expansão por meio de franquias.
O modelo entrega ao franqueado um sistema de gestão pronto, além de uma rede de fornecedores parceiros, materiais de marketing já testados, manuais de operação documentados e consultoria de campo no dia a dia. Quem se torna franqueado entra com mais de uma década de aprendizado e mercado validado, sem precisar repetir cada erro que outros já cometeram pelo caminho.
Se você quer conhecer melhor como funciona a franquia Maqserv Express, clique abaixo para entender mais detalhes sobre o modelo de negócio e o investimento necessário.


